Instituto de Cirurgias - InVideoInstituto de Cirurgias - InVideoInstituto de Cirurgias - InVideo
(Segunda - Sexta)
invideodf@invideodf.com.br
Sala 518 Ed. Biosphere

Endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória crônica multifatorial, que geralmente afeta mulheres no fase reprodutiva da vida, mais comumente diagnosticada entre os 30 e os 50 anos, podendo ocorrer também em adolescentes e em mulheres na pós-menopausa. É uma condição muito frequente, já que aproximadamente 10% das mulheres a apresentam.

O tratamento da endometriose tem que levar em consideração os aspectos psicológicos e sociais que envolvem essa doença. O diagnóstico geralmente tardio, a incompreensão da família, sociedade e de muitos profissionais de saúde, assim como a fragilidade causada pela dor crônica afetam profundamente a qualidade de vida dessas pacientes.

Geralmente há um momento na vida das pacientes em que se descobre a endometriose, e finalmente pode-se dizer que: “Você tinha razão!” já que muitas pacientes se queixam da dor pélvica crônica cíclica e de piora progressiva mesmo com medicamentos sintomáticos e anticoncepcionais, e intuitivamente já sabiam que tinha “alguma coisa errada” e que “não era para ser assim”. A partir desse momento do diagnóstico a paciente precisa entender como a endometriose afeta sua vida, e quais opções de tratamento possui.

É aí que entra o nosso trabalho. No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos um verdadeiro Centro de Tratamento da Endometriose, com profissionais médicos, psicóloga e fisioterapeuta capacitados para prestar a assistência necessária às nossas pacientes com endometriose.

Temos parceria com os profissionais e centros de radiologia mais capacitados para o diagnóstico da endometriose em Brasília, assim como parceria e atuação nos hospitais mais capacitados e melhor preparados para atender nossas pacientes.

O que a endometriose causa?

Os maiores sintomas da endometriose são dor pélvica e infertilidade. Praticamente metade (50%) das mulheres com endometriose têm dor pélvica crônica, e 70% têm cólica menstrual. Dor na relação sexual também é comum, e a infertilidade acomete aproximadamente 50% das mulheres com endometriose. Os sintomas urinários e gastrointestinais são mais raros mas acometem muitas dessas pacientes.

Geralmente a endometriose causa importante comprometimento da qualidade de vida da mulher, com efeitos sociais e psicológicos marcantes. Na InVideo recomendamos acompanhamento psicológico para as mulheres com endometriose, antes e após uma cirurgia, e mesmo que não sejam operadas. Nem todas as pacientes com endometriose precisam fazer cirurgia. O conhecimento da própria doença e o reconhecimento dessa condição é de suma importância no tratamento da endometriose.

Até 25% das mulheres com endometriose podem ser assintomáticas, e a endometriose pode acometer qualquer mulher, desde a primeira menstruação até a menopausa, independente da raça ou de ter filhos ou não. Estima-se que de 5 a até 15% das mulheres têm endometriose, e esse número sobe para 35 a 50% em mulheres com infertilidade e dor pélvica crônica.

A endometriose é uma doença moderna?

A primeira descrição de endometriose na medicina moderna foi em 1860, por Karl von Rokitanski, mas há relatos compatíveis com endometriose em textos de mais de 4.000 anos atrás. Médicos da época de hipócrates, o “pai da medicina”, na Grécia antiga, já reconheciam a dor pélvica crônica como uma desordem orgânica, há 2.500 anos atrás. Durante a idade média houve um recrudescimento do entendimento da natureza da doença e as mulheres com dor pélvica eram consideradas loucas, fracas, promíscuas, ou histéricas. O diagnóstico histórico da “histeria”, por exemplo, provavelmente se referia a casos de endometriose, e não de uma alteração psicológica. Na InVideo sabemos dessa face importante da endometriose, e oferecemos aconselhamento psicológico especializado em endometriose para nossas pacientes.

Historicamente, ao longo dos séculos, a endometriose foi confundida com os mais diversos estereótipos que acompanham mulheres com dor pélvica crônica e instabilidade emocional. Pode parecer absurdo, mas no passado mulheres com sintomas compatíveis com endometriose já foram tratadas com sangria, camisas de força, duchas químicas, mutilação genital, e até forçadas a engravidar (Durante a gravidez os sintomas de endometriose geralmente cessam). O problema da associação da dor pélvica a uma doença mental acarretou e acarreta, até hoje, atrasos no diagnóstico e no tratamento da endometriose. Estima-se que as mulheres que procuram tratamento para endometriose tenham queixas que já duram, em média, 6 anos antes do diagnóstico.

Referências:
Endometriosis: Overview“. www.nichd.nih.gov. 2017.
Endometriosis: Condition Information“. www.nichd.nih.gov. 2017.

Fatores de Risco

A causa da endometriose não é totalmente compreendida, e existem várias teorias para explicar a origem da endometriose. Fatores de risco e sinais indicativos de endometriose incluem, a partir de conclusões de diferentes estudos:

História familiar: Quanto à predisposiçõa familiar, alguns estudos mostram um risco mais elevados em parentes de primeiro grau, entre 3.5 e 7x maior do que em pacientes sem essa correlação.

Infertilidade: A endometriose não é sinônimo de infertilidade, mas a ocorrência de infertilidade deve levantar a suspeita de endometriose, já que a taxa de infertilidade chega a 50% das pacientes com endometriose.

Dismenorréia: A cólica menstrual (ou dismenorréia) crônica é um dos sintomas mais marcantes da endometriose e serve como sinal de alerta para sua investigação. Estima-se que ao redor de 50% das pacientes com endometriose tenham dor pélvica, e que dessas 70% tenham dismenorréia.

Paridade: Não ter filhos ou ter poucos filhos pode ser um fator predisponente para a endometriose. Em teoria, a explicação seria o maior número de ciclos menstruais nessas pacientes.

Baixo peso: Alguns estudos sugerem uma relação entre um índice de massa corporal (IMC) elevado e um menor risco para endometriose.

Educação superior: Algumas séries de caso relatam essa correlação, que pode estar presente pelo fato de mulheres com curso superior poderem fazer exames e buscar atendimento que possibilita o diagnóstico de endometriose. Mais provavelmente essa relação não existe, e é relatada por discrepâncias no diagnóstico entre as classes sociais.

Dor na relação sexual: Também é um sinal de alerta para a investigação de endometriose.

Laparoscopia prévia: Pacientes que já realizaram “laparoscopia por dor pélvica” podem ser portadoras de endometriose e não sabem disso.

Leite de soja: O uso de derivados da soja pode aumentar os níveis circulantes de estrogênio por conter isoflavonas (que são “fitoestrógenos”). Existe a teoria de que seu consumo na infância (leite de soja por exemplo) pode ser um fator de risco para a endometriose. Por outro lado, o consumo por adultos pode melhorar os sintomas.

Parto prematuro: Alguns trabalhos mostram uma relação importante entre a endometriose e o trabalho prematuro e também a placenta prévia. Muito se fala sobre abortamento e endometriose, há dados indicativos porém sem nenhum dados consistente em termos de evidência científica, até o momento.

Uso de dietilestilbestrol: O medicamento dietilestilbestrol (DES) é um estrogênio sintético que já foi largamente utilizado no passado, há muitos anos não se usa mais. Mas se a mãe da paciente usou isso pode ser um fator de risco.

Referências:
Peterson CM, Johnstone EB, Hammoud AO, et al. “Risk factors associated with endometriosis: importance of study population for characterizing disease in the ENDO Study”. American journal of obstetrics and gynecology. 2013;208(6):451.e1-451.11. doi:10.1016/j.ajog.2013.02.040.
Upson, K., Sathyanarayana, S., Scholes, D., & Holt, V. L. (2015). “Early-life factors and endometriosis risk”. Fertility and Sterility, 104(4), 964–971.e5. http://doi.org/10.1016/j.fertnstert.2015.06.040
Rahmioglu N, Nyholt DR, Morris AP, et al. (2014). “Genetic variants underlying risk of endometriosis: insights from meta-analysis of eight genome-wide association and replication datasets”. Human Reproduction Update. 20 (5): 702–716. ISSN 1355-4786. PMC 4132588 Freely accessible. PMID 24676469. doi:10.1093/humupd/dmu015.

Perguntas Frequentes

A endometriose é uma condição clínica na qual o tecido que reveste a cavidade uterina (endométrio) é encontrado em outros locais fora do útero.

A endometriose pode ser encontrada em aproximadamente 1 a 10 mulheres na idade reprodutiva. É mais comumente diagnosticada em mulheres de 30 a 50 anos de idade.

Áreas de tecido endometrial (geralmente conhecidas como “implantes” de endometriose), ocorrem mais comumente nos seguintes locais:

  • Peritôneo pélvico
  • Ovários
  • Tubas uterinas (Ou trompas de Falópio)
  • Superfície externa (Serosa) do útero, bexiga, ureteres, intestino e reto
  • Fundo de saco posterior (Posteriormente ao útero)

Aproximadamente 40% das mulheres com infertilidade têm diagnóstico de endometriose. A inflamação crônica causada pela endometriose pode prejudicar a atuação do espermatozóide e/ou do óvulo, ou ainda interferir em seu movimento através das trompas de Falópio e do útero. Na endometriose profunda, as trompas de Falópio podem ser bloqueadas por aderências, coágulos (hematossalpinge), líquido claro (hidrossalpinge) ou tecido fibrocicatricial.

Implantes de endometriose reagem às flutuações nos níveis circulantes de estrogênio (Um hormônio feminino). Os implantes podem crescer e causam pequenas hemorragias (sangram) como se estivessem no revestimento interno da cavidade uterina durante o ciclo menstrual. O tecido ao redor desses implantes fica irritado, inflamado e inchado (reação inflamatória local) de forma crônica, se repetindo esse processo a cada ciclo menstrual. A ruptura e o sangramento desse tecido mês a mês também pode levar à formação de tecido fibrocicatricial, denominado “aderências” – muito comuns em endometriose. Às vezes, as aderências podem fazer com que os órgãos se colem uns aos outros. A hemorragia, a inflamação e as cicatrizes podem causar muita dor, especialmente antes e durante a menstruação.

O sintoma mais conhecido e comum na endometriose é a dor pélvica cíclica crônica (de longo prazo, recorrente mês a mês), especialmente imediatamente antes e durante o período menstrual. Dor durante a relação sexual também é um sintoma comum na endometriose. Se a endometriose estiver presente no intestino, pode ocorrer dor durante as evacuações, sangramento nas fezes, e alteraçõs importantes no ritmo intestinal com distensão, constipação, e possivelmente episódios de diarreia. Se afetar a bexiga, a dor pode ser sentida ao urinar, pode ocorrer sangramento na urina, e até infecções urinárias de repetição. O sangramento menstrual intenso é outro sintoma da endometriose. Muitas mulheres com endometriose não apresentam sintomas.

No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos profissionais capacitados para fazer o diagnóstico da endometriose, através de um questionário clínico, conversando e entendendo o quadro da paciente, analisando exames de imagem e fazendo exame físico conforme o caso. O diagnóstico definitivo é via de regra cirúrgico, seja por laparoscopia ou robótica, com retirada do tecido de endometriose e encaminhamento para laboratório para biópsia.

O tratamento da endometriose depende da extensão da doença, seus sintomas e se você deseja engravidar. A endometriose pode ser tratada com medicamentos, cirurgia ou ambos. Quando a dor é o problema principal, a medicação geralmente é tentada primeiro.

Entre os remédios usados para tratar a endometriose estão analgésicos, como antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) e medicamentos hormonais, incluindo pílulas anticoncepcionais, medicamentos só de progestágeno e agonistas do hormônio liberador de gonadotropina. Os medicamentos hormonais ajudam a retardar o crescimento do tecido endometrial e podem impedir a formação de novas aderências. Esses medicamentos normalmente não eliminam o tecido endometriótico e fibrocicatricial já existente quando se inicia o tratamento.

Em endometriose, indicações cirúrgicas incluem alívio da dor e como tentativa de melhorar a fertilidade. Durante a cirurgia, os implantes de endometriose devem idealmente ser removidos na sua totalidade. Em um resumo breve, as indicações cirúrgicas para endometriose podem envolver:

  • Progressão das lesões em vigência do tratamento clínico
  • Persistência e/ou progressão da dor em vigência do tratamento clínico
  • Comprometimento de outros órgãos (ureteres, intestino, com obstrução por exemplo)
  • Endometrioma (Endometriose do ovário) de grande tamanho (>6cm por exemplo)
  • Como parte do tratamento para infertilidade

A cirurgia para endometriose traz uma melhora importante da dor para a maioria das pacientes. Há, entretanto, uma chance grande de a dor (e a endometriose) “voltarem”. Cerca de 40 a 80% das mulheres sentem dor novamente 2 anos após a cirurgia. Isso pode ser devido à endometriose que não foi detectada (e portanto não foi retirada) ou que não pôde ser removida no momento da cirurgia (e portanto também não foi removida, por qualquer que seja o motivo). Mesmo em cirurgias “completas” já foi demonstrado que a endometriose pode “voltar” em 20 a 40% dos casos, após 5 anos da cirurgia. Medicamentos hormonais podem retardar a volta dos sintomas. Quanto mais grave a doença, maior a probabilidade de seu retorno. A endometirose profunda tem mais probabilidade de recorrência (acontecer de novo) do que a endometriose superficial, por exemplo.

Em casos de dor intensa e de difícil controle mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico, um tratamento mais radical que envolva a histerectomia pode ser uma opção de “último recurso”. Geralmente, a endometriose causa sintomas por lesões “fora” do útero, então a retirada desse órgão não faz parte – normalmente – do tratamento para endometriose. Ainda mais radical e com a indicação ainda mais rar do que o tratamento com a retirada do útero (histerectomia), é a retirada dos ovários. É menos provável que a endometriose cause dor futura se seus ovários forem removidos no momento da histerectomia, devemos lembrar dos muitos efeitos colaterais da sua retirada. De qualquer forma, normalmente, o objetivo do tratamento cirúrgico é remover o máximo possível da endometriose que se encontra fora do útero.

Há vários requisitos para se classificar evidências científicas. No instituto de cirurgia “InVideo” porém, via de regra revisões sistemáticas, meta-análises e ensaios clínicos randomizados têm a melhor reputação em termos de “medicina baseada em evidências”.

No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos o compromisso de discutir os casos entre os vários médicos da nossa equipe, consultar a literatura científica a que temos acesso, e quando temos dúvidas temos acesso a especialistas dos melhores centros de tratamento de endometriose no Brasil e no exterior para chegar a um consenso sobre como atender melhor às expectativas das nossas pacientes. A interconsulta, a multi-especialidade, e a nossa experiência nos habilitam a sempre fazer o máximo para promover o melhor tratamento possível para nossas pacientes com endometriose. Um tratamento com a mesma qualidade e atenção que seriam encontrados nos melhores centros de referência em endometriose ao redor do mundo você pode encontrar no Instituto de Cirurgia “InVideo”.

A endometiose não é um câncer. Não causa metástases, porém pode invadir outros tecidos, então é classificada como uma “doença benigna” dos órgãos pélvicos femininos, embora possa também afetar órgãos extra-pélvicos como intestino, diafragma, fígado e até mesmo pulmões ou outros. Em casos muito raros, os implantes endometrióticos podem levar ao câncer, mas isso é bastante raro. Estima-se, através de algumas pesquisas, que mulheres em geral tenham ao redor de 1% de risco de câncer de ovário ao longo da vida, e que mulheres com endometriose profunda podem ter esse risco aumentado para até 1,5%. Portanto esse risco pode ser ligeiramente maior, mas essa avaliação de risco deve ser individualizada caso a caso e com orientação médica.

Geralmente os sintomas de dor diminuem durante a gravidez, embora não sempre. Na maioria dos casos, a endometriose retorna após o parto e a interrupção da amamentação, então geralmente há uma melhora, ainda que transitória.

Referências:
American College of Obstetricians and Gynecologists
Rebista sobecc.org.br (https://revista.sobecc.org.br/sobecc)

Especialistas

Os médicos do Instituto de Cirurgia “InVideo” têm experiência no tratamento da endometriose, e são especialistas em Ginecologia e Obstetrícia (com o certificado “TEGO”, não apenas residência médica) e têm a sub-especialidade de Videolaparoscopia e Histeroscopia certificada (Título de Endoscopia Ginecológica) além do treinamento adequado em cirurgia robótica. Com tudo isso podemos dizer sim que temos na nossa prática o foco em endometriose e somos especializados em todos os aspectos do seu tratamento ginecológico, sejam clínicos ou cirúrgicos.

Porém, antes de tudo, é preciso esclarecer que uma “especialidade médica” é uma área da medicina que é oficialmente reconhecida pela associação médica brasileira (AMB). Uma pessoa se auto-denominar (dizer que é) especialista sem ter como comprovar isso não faz dela especialista, existe um processo para se tornar um especialista, que visa garantir um mínimo de confiabilidade quando esse termo é concedido a um profissional, após passar por um crivo de qualidade – seja por prova teórica e/ou prática. A lista de especialidades oficialmente reconhecidas pela associação médica brasileira não inclui “endometriose” e está disponível para consulta nesse link abaixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_especialidades_médicas

A cirurgia para endometriose não é uma especialidade nem uma “área de atuação” – como são denominadas as sub-especialidades em medicina no Brasil. A especialidade cujos médicos tradiconalmente cuidam de pacientes com endometriose é a “Ginecologia e Obstetrícia”. O título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia se chama “TEGO”. É muito importante saber se seu médico que trata sua endometriose possui ou não o TEGO. O TEGO É um título conquistado através de provas teórica e prática, diferente da titulação de “residência médica”, que é outorgada automaticamente no final do perído de residência qualquer que tenha sido o aproveitamento do profissional no período, desde que atingindo o mínimo de requisitos para aprovação, e qualquer que tenha sido a qualidade do ensino e a estrutura do hospital. Veja o que a federação das sociedades brasileiras de ginecologia e obstetrícia tem a dizer sobre o TEGO: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/516-tego-seguranca-de-um-especialista-de-excelencia

A subespecialidade da Ginecologia e Obstetrícia que mais se aproxima do diagnóstico e do tratamento cirúrgico para endometriose é a área de atuação em “Videolaparoscopia e Histeroscopia” – também conhecida como “Endoscopia ginecológica” . É importante perguntar para o profissional médico que está lhe atendendo se ele/ela possui essa titulação para poder praticar a cirurgia histeroscópica e videolaparoscópica com a chancela de especialista na área. Você também (mesmo pacientes) podem obter essa informação no site do CRM, consultando o médico pelo nome e verificando se há o registro dessa subespecialidade de “Endoscopia Ginecológica”. Quando há o registro, tem a sigla “RQE” do lado do termo “Endoscopia Ginecológica”. Você pode fazer essa consulta no seguinte link: http://www.crmdf.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59.

Evidências Científicas

Melhores evidências científicas sobre o tratamento da endometriose

Você sabe como classificar a importância das publicações científicas sobre endometriose? Existe uma classificação, que se chama “nível de evidência”. Quanto mais alto o nível de evidência, maior a confiabilidade desses estudos. Pode-se dizer que essas evidências são, dependendo da sua classificação, “provas científicas”.

Quando um médico adota essa estratégia para tratar pacientes, está havendo um “alinhamento entre a prática médica e as melhores evidências científicas”. Dessa forma médicos e pacientes podem ter certeza de que a condução do seu caso individual é baseada em estudos científicos seguindo as melhores práticas internacionais, o que pode ser determinante na busca dos melhores resultados para o tratamento da endometriose e outras doenças

Cada paciente deve ter seu tratamento individualizado, com as melhores evidências científicas norteando as melhores práticas que levam aos melhores resultados. No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos acesso às melhores fontes de informação, melhores hospitais, e nossos médicos e médicas estão prontos para orientar pacients em relação a seus casos específicos.

No link abaixo um exemplo de como buscar os artigos científicos sobre endometriose, na internet:

https://scholar.google.com.br/scholar?hl=en&as_sdt=0,5&as_vis=1&q=endometriosis++%22meta-analysis%22&scisbd=1

Fontes:
https://www.periop.com.br/evidencias
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/janeiro/28/tabela-nivel-evidencia.pdf
https://diretrizes.amb.org.br/_BibliotecaAntiga/abertura_internet.pdf

Estudos sobre Endometriose

Exemplos de estudos científicos com meta-análises sobre endometriose:

Endometriosis and irritable bowel syndrome: a systematic review and meta-analysis

https://link.springer.com/article/10.1007/s00404-020-05797-8

“Esse estudo descobriu uma ligação entre endometriose e a síndrome do intestino irritável. Foi detectado um risco 2 a 3 vezes maior, para síndrome do intestino irritável, em pacientes portadoras de endometriose”

Meta‐analysis and systematic review to determine the optimal imaging modality for the detection of rectosigmoid deep endometriosis

https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/uog.23148

“Esse estudo indicou que a ultrassonografia transvaginal foi lifeiramente melhor do que a ressonância magnética para a detecção da endometriose intestinal profunda no reto-sigmóide. Também foi indicado que a ultrassonografia trans-retal foi superior aos outros dois exames. O estudo também conclui que a transvaginal deve ser o primeiro exame para a identificação da endometriose intestintal.”

Accuracy of transvaginal ultrasound for diagnosis of deep infiltrating endometriosis in the uterosacral ligaments: Systematic review and meta-analysis

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2468784720303172

“Esse estudo indicou que a endometriose dos ligamentos útero-sacros pode ser adequadamente identificada pela ultrassonografia transvaginal.”

Quality of Life in Women with Deep Endometriosis: A Cross-Sectional Study

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000200090

“Esse estudo mostrou que mulheres com endometriose profunda, mesmo após tratamento clínico, com ou sem cirurgias prévias, têm comprometimento da qualidade de vida em vários aspectos.

Miscarriage on Endometriosis and Adenomyosis in Women by Assisted Reproductive Technology or with Spontaneous Conception: A Systematic Review and Meta-Analysis

https://www.hindawi.com/journals/bmri/2020/4381346

“Esse estudo mostrou uma ocrrelação entre abortamento em gravidezes espontãneas após técnicas de reprodução assistida, e endometriose. A adenomiose foi relacionada a abortamento em mulheres grávidas após uso de técnicas de reprodução assistida.”

A systematic review to identify and assess the mental health sequalae amongst women with endometriosis with or without chronic pelvic pain (THE ELEMI PROJECT)

https://ijgc.bmj.com/content/30/Suppl_4/A52.abstract

“Esse estudo conclui que a evidência científica hoje disponível ainda é insuficiente para abordar e tratar os impactos da endometriose na saúde mental das pacientes.”

Imaging for Endometriosis in Adolescents

https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-030-52984-0_16

“Esse estudo sugere que a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética têm performances similares, em adolescentes e adultos.”

Glossário

Aderências: Tecido fibrocicatricial entre os órgãos intra-abdominais, que podem “colar” órgãos, comumente encontrados em paciens com múltiplas cirurgias e endometriose

Agonistas de hormônios liberadores de gonadotrofina: Terapia médica usada para bloquear os efeitos de certos hormônios. O medicamento mais conhecido com essa função é o “Zoladex”.

Bexiga: Órgão pélvico onde a urina é armazenada após ser excretada pelos rins e chegar na bexiga através dos ureteres. Depois da bexiga a urina passa pela uretra e é expelida ao urinar.

Biópsia: Retirada de tecido durante procedimentos cirúrgicos, e encaminhamento para laboratório, para análise por especialistas (patologistas) que então emitem um laudo sobre a natureza da amostra.

Cirurgião do aparelho digestivo: Médico especialista em cirurgia geral, que se especializa na área de cirurgia do trato digestivo. Em endometriose, a cirurgia do trato digestivo mais comumente realizada é a reto-sigmoidectomia, que pode ser circular ou segmentar. Muito frequentemente também é recomendada a apendicectomia durante uma cirurgia para endometriose. No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos cirurgião do aparelho digestivo na equipe para trazer segurança e precisão aos procedimentos cirúrgicos em endometriose profunda com comprometimento intestinal. Um médico especialista é a melhor fonte de informação para pacientes que necessitam esse tipo de procedimento.

Cirurgião ginecológico: É o médico ginecologista que se especializa em cirurgia ginecológica. No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos cirurgiões ginecológicos com a subespecialidade de videolaparoscopia e histeroscopia, que oficialmente se chama “Endoscopia Ginecológica”. Todos os nossos médicos têm certificação para operar por cirurgia robótica. É importante perguntar para seu médico se ele tem o título de “Endoscopia Ginecológica”, quando se procura um profissional para realizar uma histeroscopia, videolaparoscopia ou cirurgia robótica em ginecologia.

Endométrio: A camada interna da cavidade uterina, que reveste do útero por dentro e se descama, mensalmente, nos períodos menstruais.

Endometriose: A endometriose é uma condição clínica na qual o tecido que reveste a cavidade uterina (endométrio) é encontrado em outros locais fora do útero, como os ovários, o peritôneo, tubas uterinas, e outros.

Estrogênio: Hormônio feminino produzido nos ovários.

Exame pélvico: Um exame físico dos órgãos pélvicos de uma mulher, geralmente envolvendo a visualização da vulva, vagina e colo uterino com o auxílio de espéculo, e o toque vaginal.

Ginecologista: É o médico que geralmente gerencia e coordena a equipe de tratamento da paciente com endometriose, profunda ou não. É o médico que a mulher procura em primeiro lugar e que geralmente diagnostica a endometriose.

Histerectomia: Cirurgia para remover o útero.

Hormônio: Substância produzida no corpo que controla as funções das células ou órgãos, como o útero, geralmente excretada por glândulas, como os ovários.

Infertilidade: Incapacidade de engravidar, geralmente mas não exclusivamente, diagnosticada após 01 (hum) ano de relação sexual regular sem o uso de anticoncepcional.

Inflamação: Dor, inchaço, vermelhidão e irritação dos tecidos do corpo.

Medicamentos hormonais: Medicamentos que replicam, em forma sintética, moléculas semelhantes aos hormônios produzido naturalmente pelo corpo, em diferentes apresentações e concentrações, que devem ser indicados por médicos especialistas para ter o resultado desejado.

Médicos especialistas: Não existe a especialidade de “endometriose” no Brasil. Os médicos do Instituto de Cirurgia “InVideo” têm experiência no tratamento da endometriose, e são especialistas em Ginecologia e Obstetrícia (com o certificado “TEGO”, não apenas residência médica) e têm a sub-especialidade de Videolaparoscopia e Histeroscopia certificada (Título de Endoscopia Ginecológica) além do treinamento adequado em cirurgia robótica. É importante perguntar se seu médico tem o “TEGO” antes de se submeter a um tratamento para endometriose, já que a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e todas as sociedades estaduais consideram esse um critério de qualidade para considerar médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia.

Ovários: Órgãos femininos que contêm os óvulos necessários para engravidar e produzem hormônios importantes, como estrogênio, progesterona e testosterona.

Peritônio: A membrana de tecido que reveste a cavidade abdominal e envolve os órgãos internos.

Ressonância magnética: Exame realizado com o auxílio de campso magnéticos, que recria imagens dos tecidos corporais, possibilitando o diagnóstico de doenças como por exemplo a endometriose. A ressonância magnética é um equipamento moderno e sofisticado, e os laudos são assinados por médicos.

Reto: A última parte do trato digestivo, depois do sigmóide e antes do canal anal.

Robótica: Técnica cirúrgica que utiliza braços e pinças robóticos, de alta precisão e com visão 3-D para incrementar a eficiência cirúrgica, possibilitar uma melhor visualização e otimizar a aplicação de energia nos tecidos operados.

Tubos de Falópio: Tubos através dos quais um óvulo viaja do ovário até o útero, também conhecidas como “Tubas uterinas”.

Ultrassonografia transvaginal: Exame de ultra-som, realizado via vaginal, para identificar os órgãos pélvicos (útero, ovários) e, em mãos especializadas assim como com aparelhos corretos, e com o preparo adequado, pode servir para identificar endometriose profunda.

Ureteres: Par de órgãos tubulares, cada um conduzindo a urina de um dos rins até a bexiga, um de cada lado do corpo.

Útero: Órgão muscular localizado na pelve feminina. Durante a gravidez, esse órgão mantém e nutre o feto. Dentro do útero está o endométrio, que se descama nos ciclos menstruais. Ao lado do útero estão as tubas uterinas, e os ovários.

Videolaparoscopia: Também conhecida por “Laparoscopia”, ou “Cirurgia por vídeo”, ou “Videocirurgia”, refere-se a uma técnica utilizada para vários tipos de cirurgias, nas quais um telescópio fino e iluminado denominado “laparoscópio” ou “ótica” é inserido através de uma pequena incisão (corte) no abdômen – geralmente na incisão umbilical. O laparoscópio é usado para visualizar os órgãos pélvicos. Outros instrumentos são utilizados em conjunto ​​com ele para realizar cirurgias.

Urologista: É um especialista em cirurgia geral que fez a subespecialização no tratamento do trato urinário – feminino e masculino. Em endometriose, um cirurgião urologista tem um papel muito importante quando há indicação cirúrgica com comprometimento de ureter(es), bexiga ou até mesmo renal. No Instituto de Cirurgia “InVideo” temos urologista na equipe, para acrescentar segurança e precisão às cirurgias por endometriose profunda.